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Golfe · PGA Tour 20 de July de 2026

Ryan Fox Conquista The Open e Entra Para a História

Royal Portrush rendeu-se a um neozelandês. Ryan Fox levantou o Jarro de Prata e escreveu um dos capítulos mais emocionantes do golfe moderno neste verão de 2026.

The Open Championship de 2026 ficará gravado na memória de todos os que acompanharam cada pancada ao longo de quatro dias de golfe puro, cru e imprevisível. Com uma bolsa de 17,75 milhões de dólares em disputa e o mais antigo troféu do desporto como recompensa suprema, o major britânico voltou a provar porque é diferente de tudo o resto. Ventos implacáveis, fairways exigentes e a pressão acumulada de 156 anos de história — The Open não perdoa hesitações.

Ryan Fox foi o homem que soube lidar melhor com tudo isso. O neozelandês, que durante anos construiu a sua reputação no DP World Tour antes de afirmar a sua presença nos maiores palcos mundiais, chegou ao domingo com a determinação de quem sabe que as oportunidades em majors não se repetem indefinidamente. O seu score final selou uma vitória que vai muito além de um número num leaderboard — é a confirmação de que Fox pertence à elite absoluta do golfe mundial. Para um país que venera os seus desportistas com a mesma intensidade com que o vento sopra nas costas do norte da Irlanda, este é um momento de celebração nacional.

O torneio teve os seus momentos de tensão máxima durante os quatro dias de competição. Lucas Herbert foi quem mais fez sonhar na segunda ronda, disparando um extraordinário 62 — menos oito — que o colocou temporariamente no topo do leaderboard com menos seis no total, numa exibição que fez lembrar os grandes baixos scores da história do major. Bryson DeChambeau, sempre capaz de criar espectáculo, terminou em T14 com menos quatro, depois de um sólido percurso de quatro rondas. Xander Schauffele, campeão do US Open de 2024, ficou em T18 com menos três, incapaz de reproduzir no domingo a brilhante terceira ronda de 66 pancadas que o havia relançado na corrida. O campo foi exigente e nivelador, como só The Open sabe ser — a terceira ronda castigou quem procurou o risco sem critério, com Herbert a devolver dois shots sobre o par depois do seu dia de glória.

Na perspectiva da época de 2026 no PGA Tour, esta vitória de Ryan Fox representa muito mais do que um título isolado. O golfe internacional vive um momento de ebulição, com talentos de múltiplas geografias a desafiar a hegemonia norte-americana nos majors. Num ano em que Scottie Scheffler, campeão defensor, não conseguiu replicar a sua dominância habitual, a porta abriu-se para histórias alternativas — e Fox soube entrar por ela com a compostura de um campeão. The Open de 2026 será recordado como um torneio que celebrou o golfe na sua forma mais pura: não o poder bruto, não a tecnologia, mas a capacidade de tomar as decisões certas quando o campo, o vento e o momento histórico exigem o melhor de cada um.